Doenças dos Testículos

 
 



Os testículos, também chamados de gônadas, são glândulas sexuais masculinas. Eles estão localizados atrás do pênis em uma bolsa de pele chamada bolsa escrotal. Os testículos produzem espermatozóides e testosterona. Essas glândulas são localizadas fora do corpo por que para que os espermatozóides se desenvolvam, há necessidade que os testículos mantenham uma temperatura alguns graus abaixo da temperatura normal do corpo.

As células germinativas dentro dos túbulos seminíferos (células de Sertoli) produzem espermatozóides. Os espermatozóides atingem o epidídimo quando estão maduros. Eles são estocados lá por algumas semanas até que eventualmente movam-se para o ducto deferente para serem combinados com as secreções da próstata e vesículas seminais formando assim o sêmen ou esperma. O processo todo demora aproximadamente 7 semanas.


Criptorquidia:






















Os testículos são formados dentro do abdome. Na maioria dos meninos eles descem até a bolsa escrotal até o nascimento. Mesmo após o nascimento alguns testículos que não desceram completamente até sua posição normal na bolsa escrotal, o farão até os 4 meses de idade. Se um testículo não está na bolsa escrotal até que o menino complete 6 meses de idade, é pouco provável que ele desça espontaneamente. Esse testículo é chamando não-descido ou criptorquídico. Já o Testículo retrátil desce normalmente para a bolsa escrotal, mas devido a uma hipertrofia e hiperexcitabilidade do músculo da bolsa escrotal, mantém-se em grande parte do tempo em uma posição alta. É uma situação benigna e transitória, que na grande parte das vezes não requer tratamento. Um testículo criptorquídico requer cirurgia, denominada "orquidopexia", para colocá-lo na bolsa escrotal.


Varicocele:



















Cerca de 10% da população masculina é portadora da varicocele, doença cuja principal característica acontece com a dilatação das veias que drenam o sangue da região dos testículos. Ela provoca ainda o acúmulo de substâncias nocivas ao órgão e o aumento da temperatura local, levando a uma diminuição na produção de espermatozóides.

De acordo com especialistas em urologia, a maioria dos homens convive com a varicocele sem problemas, e apenas 15% podem ter a fertilidade comprometida. A falta de hábito dos homens em realizar consultas periódicas dificultam em muito a descoberta do problema. Fato que muitas vezes só é detectado quando o casal pretende ter filhos e a mulher não consegue se engravidar e aí, o homem descobre este novo problema.



O que é a vasectomia?

















A vasectomia é um procedimento cirúrgico pelo qual um homem pode tornar-se estéril. O médico retira um fragmento de cada um dos dois canais (ductos deferentes) que são responsáveis por levar os espermatozóides dos testículos ao pênis. Os testículos são órgãos duplos que se localizam na bolsa testicular.

Em poucos meses o sêmen (o líquido que é ejaculado durante o ato sexual) não mais conterá os espermatozóides.

Não há mudança na capacidade do homem em conseguir a ereção ou mesmo de desenvolver a atividade sexual após a cirurgia. A única diferença é a ausência de espermatozóides no esperma.

A vasectomia é um dos meios mais eficientes e seguros para obter controle de natalidade e só deve ser realizada a pedido do homem. É importante assegurar-se de que este é um procedimento na maioria das vezes irreversível.

Recomenda-se seguir as orientações de seu médico, que planejará as medidas necessárias para a recuperação ideal após a cirurgia.


Reversão de Vasectomia:


Mais de 30 milhões de casais no mundo usam a vasectomia como método de controle da natalidade, representando 8% de todos os métodos contraceptivos. Esta porcentagem é maior em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, o índice tem se mantido constante (500 mil/ano), mas o número de pacientes que requisitam a reversão tem aumentado. Entre 6% a 8% dos homens vasectomizados são submetidos à reversão.A causa mais comum é o fato do paciente ter se casado novamente e desejar uma gravidez com a nova esposa.

A fabricação dos espermatozóides ocorre no testículo. Após  passagem pelos ductos deferentes os espermatozóides são armazenados e passam por um processo de amadurecimento dentro do epidídimo. O epidídimo é um tubo único e contínuo, extremamente enovelado e que mede aproximadamente 6 metros. Depois do epidídimo, os espermatozóides atravessam o deferente, que é responsável por levá-los até a uretra prostática. É o canal deferente que é cortado em uma vasectomia. Quase sempre, após a realização da vasectomia, a produção de espermatozóides permanece intacta.

O sucesso da operação depende do tempo entre a primeira e a segunda intervenção (veja quadro). Quanto mais tempo o homem passa estéril, mais difícil para ele é recuperar a fertilidade perdida.

Nos últimos anos, as técnicas de microcirurgia avançaram significativamente, de modo que a reversão de algo que um dia se pensou tratar-se de uma esterilização permanente (vasectomia), agora é possível. A reversão da vasectomia, que repara uma seção cirurgicamente removida dos vasos deferentes (ducto espermático), é chamada de vasovasostomia. É uma operação rápida, usualmente durando menos do que 3 horas e é realizada sob anestesia local ou raquidiana com sedação com alta hospitalar no mesmo dia.O primeiro espermograma é realizado 45 dias após a cirurgia e a partir de então, análises mensais são necessárias até 6 meses, ou até que exista uma estabilização da qualidade seminal.

O custo da cirurgia é variável, pois depende de um hospital equipado com microscópio de alta definição, além de fios cirúrgicos delicados e material cirúrgico para microcirurgia.



















Câncer de Testículo :






















Estima-se que apareçam em torno de  7.500 novos casos de câncer de testículo a cada ano.

A incidência de câncer de testículo entre homens brancos quase dobrou nos últimos 40 anos.

O Câncer de testículo é 4,5 vezes mais comum entre homens brancos do que em homens negros.

Cerca de 3 em cada mil homens americanos desenvolverá câncer de testículo em algum momento durante suas vidas. Este é o câncer mais comum em homens na faixa etária de 15 aos 35 anos de idade, podendo no entanto, ocorrer em homens de qualquer idade.

O estádio da doença, na ocasião de sua descoberta e o tratamento realizado é um importante fator preditivo do prognóstico. Se o câncer de testículo é tratado antes que a doença atinja os nódulos linfáticos, a taxa de cura é maior que 98%. Esta alta taxa de sucesso no tratamento demonstra a importância da detecção precoce realizada pelo paciente durante o auto-exame.

O tratamento usual dos tumores do testículo dependem do tipo e estadiamento da doença. O tratamento preferido é usualmente a “orquiectomia” ou remoção cirúrgica do testículo afetado. Em alguns casos, pode ser utilizado a radioterapia associada a quimioterapia.